Por que é recomendado ler para as crianças

A audição é um dos principais sentidos para o recém-nascido. A melodia da fala, principalmente da voz da mãe, tem o poder de reter a atenção e até mesmo acalmar e confortar os bebês. Esse é um dos motivos que leva começar a ler para o seu filho desde cedo ser tão benéfico.

O hábito ajuda a fortalecer o vínculo afetivo e contribui para que os pequenos aprendam como se dá a comunicação, a narrativa e as relações de causa e consequência, por exemplo. “O contato dos bebês com o mundo se faz com a mediação de um adulto. E as histórias são uma forma de construir essa mediação”, diz Ana Luísa Lacombe, atriz e escritora, que se dedica à arte de contar histórias há 15 anos e mescla o trabalho de narração com suas experiências no teatro.

Ela ressalta que livros ilustrados são muito estimulantes. “As figuras podem ser exploradas e os adultos podem ‘ler’​ as imagens. Ao contar uma história, tente também gestos e brincadeiras com as mãos (dedo mindinho, seu vizinho, pai de todos…), incentivando a criança a entrar em contato com o seu corpo”, recomenda. Outro recurso é o uso de bonecos ou brinquedos, desde que quem esteja fazendo isso se sinta bem e consiga gerenciar essa manipulação com a narrativa. “Muitas vezes só a palavra e as brincadeiras com sons que conseguimos fazer com a boca e o corpo são suficientes. O bebê adora brincar com os sons da boca. Provocá-lo a explorar isso pode ser bem legal”, orienta Ana Luísa.

Ainda que seu bebê não permaneça quieto, é interessante investir nas histórias

Os bebês aprendem muito por meio do próprio corpo. Quando eles começam a engatinhar e andar realmente não é possível mantê-los imóveis, prestando atenção em uma história. “Mas o fato de estarem em movimento não significa que não estejam se relacionando com a narrativa.​ Temos que deixá-los explorar. É o trabalho deles nessa fase. São cientistas realizando experiências e conhecendo o mundo que os cerca. É importante entender isso e fazer com que a história esteja integrada a esse movimento”, avalia a atriz e escritora.

Aposte em contos curtos e não se esqueça de que o ritmo de contar uma história deve ser sempre mais lento do que a fala coloquial. É necessário respeitar o processo da construção mental daquilo que é dito – e isso vale para bebês, crianças ou adultos. “A cada etapa a criança se apropria de coisas diferentes. A entrada no mundo simbólico ocorre por volta dos três ou quatro anos. Nesse momento, o faz de conta ganha sentido e, por isso, é a fase em que os contos de fadas e o mundo maravilhoso passam a fervilhar no imaginário.​ A partir dessa idade, elas conseguem dedicar um tempo maior de atenção e experimentam dramatizar o que ouvem ou imaginam”, explica Ana Luísa.

Crie uma rotina

Estabelecer uma rotina é bom para as crianças, já que colabora para que se sintam seguras e organizem melhor suas demandas. Então, uma boa pedida é incluir o costume de ler antes de dormir. São instantes de total atenção e que representam um período que se dará uma separação entre a criança e os pais. Essa separação pode ser conduzida por meio de uma história.

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Quando deve ser a primeira visita ao oftalmologista?

O ideal é programar uma consulta com um oftalmologista pediátrico ainda durante o primeiro ano de vida do bebê. “Todos os pediatras devem fazer o chamado ‘teste do olhinho’ nos recém-nascidos. E essa avaliação precisa ser muito bem-feita para que os pais do bebê não fiquem com uma falsa impressão de que está tudo em ordem quando, na verdade, existe algum problema”, alerta Mauro Plut, especializado em oftalmologia pediátrica e estrabismo pela University of Connecticut School of Medicine, nos Estados Unidos, e que atua na área há mais de 40 anos.

Quanto antes for identificada qualquer alteração, maiores são as chances de bons resultados com os tratamentos. “Isso porque a criança não nasce enxergando completamente, ela está em formação. Não apenas os olhos não estão totalmente desenvolvidos como também as vias nervosas. A formação completa se dá por volta de nove ou dez anos de idade”, explica Plut. E ele reforça: “Quando existe algum distúrbio, quanto mais imaturo está o sistema visual da criança, mais profundo será o problema que ela terá. Ocorre muitas vezes de o bebê realizar suas atividades normalmente e os pais não perceberem que a visão de um dos olhos é fraca. Se essa criança for tratada apenas com sete ou oito anos de idade, a visão já se desenvolveu. Quando o trabalho de correção é feito no início da vida, os efeitos são muito mais eficientes”. Por esse motivo é tão importante a análise de um profissional logo cedo – e a indicação é buscar sempre um médico especialista no universo infantil, pois ele saberá conduzir melhor o atendimento.

O que o oftalmologista pode detectar no bebê

Na primeira consulta, o médico conseguirá identificar como o bebê está enxergando, o seu padrão de fixação dos olhos e o reflexo das pupilas, por exemplo. “O oftalmologista irá verificar se os olhos estão alinhados. Se houver algum tipo de estrabismo – quando um olho fixa em um objeto e o outro permanece desviado –, começa-se logo o tratamento e é possível corrigir bem a maioria dos casos”, diz o especialista. “Durante a avaliação, também se costuma dilatar as pupilas do bebê para checar o grau de refração dos olhos. Assim, verifica-se quando há miopia, hipermetropia, se ambos os olhos têm o mesmo grau de óculos ou não…”

Um problema comum em bebês é a obstrução do canal lacrimal, que faz com que os pequenos lacrimejem e fiquem com os olhos inchados. É possível que essa obstrução desapareça naturalmente até um ano de idade. De qualquer maneira, muitas vezes o tratamento consiste apenas em uma massagem realizada pelo médico.

Casos recorrentes também são os de pálpebra caída, o que pode inclusive atrapalhar a visão, e ambliopia, conhecida como olho preguiçoso. “Há ainda distúrbios menos frequentes, porém que podem ser descobertos em bebês com menos de um ano, como catarata, glaucoma, um olho com pressão diferente do outro ou até mesmo tumores – que são raros, mas ocorrem”, completa Plut.

Atenção sempre

Além dessa primeira consulta rotineira, ao observar qualquer sinal de alteração no desenvolvimento da visão do bebê, é fundamental procurar a opinião de um oftalmologista. Se os pais notam que o filho não olha diretamente para eles, apresenta pupilas de cores diferentes ou qualquer outra alteração, é importante que um médico faça uma análise. Entretanto, vale lembrar que, identificando ou não algo diferente nos olhos do bebê, o indicado é levá-lo para uma consulta com o oftalmologista antes de um ano de idade e depois repetir a visita quando a criança tiver entre dois e três anos.

E o seu bebê já começou a tentar dizer as primeiras palavras? Veja o que você pode fazer para estimular a fala da maneira correta

Teatro para bebês no Sesc Vila Mariana durante as férias

O incentivo ao imaginário por meio de peças teatrais pode, sim, ser incluído desde cedo na rotina. Há apresentações desenvolvidas especificamente para bebês, que levam em consideração o olhar e as capacidades dessa faixa etária para conduzir os enredos. Seguindo essa linha e direcionado para bebês de zero a três anos, o espetáculo de teatro Scaratuja se inspira nos rabiscos que costumam ser feitos por crianças pequenas (também chamados garatujas) para criar traços e formas que vão atraindo a atenção dos participantes.

Em cena, dois atores, sem dizer nenhuma palavra, exploram o corpo, os objetos e o espaço. Na primeira parte da peça, que dura cerca de 50 minutos, os bebês ficam ao redor do tapete tátil sobre o qual os artistas se movimentam. Na segunda metade do espetáculo, os pequenos são convidados a interagir e desvendar o cenário.

As encenações ocorrem todos os domingos entre 8 de janeiro e 12 de fevereiro, às 14 horas, no Sesc Vila Mariana. Os ingressos – gratuitos – devem ser retirados uma hora antes e são limitados a dois por pessoa (um para o bebê e outro para um adulto acompanhante).

Sesc Vila Mariana
Endereço: Rua Pelotas, 141
Telefone: (11) 5080-3000

Conheça as principais características do teatro feito especialmente para bebês

Programação infantil especial no Museu da Imigração

Brinquedos educativos, oficinas, apresentação musical, pintura para bebês… De 4 a 29 de janeiro, o Museu da Imigração contará com uma programação pensada especialmente para o público infantil. Todas as atividades são gratuitas e dedicadas a crianças até 10 anos.

Além de atrações em datas específicas, foi criado um espaço chamado Mundo de Brincar, que funcionará durante todo o período da ação. Nessa área, os pequenos podem se divertir com brinquedos educativos, fantoches, bonecas, jogos de tabuleiro, piscina de bolinha, cama elástica e diversos livros. O local fica aberto de quarta-feira a domingo, das 11h às 17h, basta chegar e fazer um rápido cadastro.

Para participar das outras atividades, é necessário se inscrever pelo e-mail inscricao@museudaimigracao.org.br. O ingresso que permite a entrada no museu e acesso às exposições custa R$ 6.

Confira a programação:

CAÇA-TRILHA – Todas as quartas-feiras de janeiro, das 15h às 16h30
A partir de 8 anos
As crianças percorrerão o museu em busca de pistas, aprendendo sobre histórias da Hospedaria de Imigrantes do Brás.

MEU AMIGO DE PAPEL – 8 de janeiro, das 15h às 16h
A partir de 6 anos
Oficina de fantoches de papel para crianças.

PINTURA PARA BEBÊS – 14 de janeiro, das 15h às 16h
De zero a 2 anos
Uma enorme folha de papel craft será estendida no jardim do museu para os bebês realizarem uma grande pintura.

APRESENTAÇÃO DA DUPLA ENCANTORÉ – 15 de janeiro, das 15h às 16h
Faixa etária livre
Os músicos farão um show interativo, usando vários instrumentos, como sanfona, tambor e pandeiros.

É PRA COMER OU PRA BRINCAR? – 22 de janeiro, das 15h às 17h
A partir de 6 anos
Os pequenos aprenderão a fazer a receita de Biscoito Dominó e aproveitarão uma tarde de jogos no museu.

BORA FAZER PIPA? – 29 de janeiro, das 15h às 16h30
A partir de 8 anos
Utilizando referências regionais e culturais, os participantes serão convidados a confeccionar suas próprias pipas.

Museu da Imigração
Endereço: Rua Visconde de Parnaíba, 1316
Telefone: (11) 2692-1866

Ao lado do Museu da Imigração, é possível fazer um passeio de maria-fumaça e conhecer um pouco mais sobre a história do local. Saiba mais!