As características do teatro feito especialmente para bebês

Apresentar ao bebê experiências ligadas à arte é sempre enriquecedor. Além disso, transitar por diversas áreas artísticas desde cedo levará os pequenos a se tornarem adultos mais sensíveis e abertos às diferentes formas de expressões culturais. E há espetáculos de teatro planejados especificamente para os bebês, que estimulam de forma pensada e segura suas capacidades sensoriais e intelectuais.

A construção da peça de teatro precisa ser estruturada para o olhar dos pequenos

“É preciso acessar um vocabulário teatral extenso, não superestimando a técnica nem a deixando de lado; considerar os conceitos psicopedagógicos sem perder a graciosidade e relevância cultural da arte. Entre tantos outros aspectos, ainda conseguir cair nas graças desse público pelo elemento mais simples de todos e ao mesmo tempo não explicado por nenhuma técnica ou teoria: a energia”. Essas são as premissas defendidas pelo diretor Alan de Oliveira e pela atriz portuguesa Liliana Rosa, criadores do Teatro para Bebês, primeira companhia teatral fundada no Brasil especializada nessa faixa etária.

“Os bebês são 100% sinceros. Eles não se esforçam para aceitar alguém. Com eles é ou não é. Um movimento errado pode provocar um efeito cascata de choros e então o espetáculo se perde”, diz Liliana.

Existem vários fatores que influenciam no momento de montar uma peça para bebês. O tempo de duração do espetáculo é um deles e deve ser mais curto que o padrão da maioria das peças infantis. As apresentações costumam ter entre 30 e 40 minutos e normalmente são seguidas por uma exploração sensorial dos bebês e suas famílias. “Esse é o tempo máximo de atenção de uma criança na primeira infância. Os espetáculos são criados com gatilhos peculiares para reter a concentração e têm como pano fundo a improvisação”, explica a atriz.

Tudo é pensado para eles

“O texto é milimetricamente pensado, elaborado e roteirizado de forma específica. Nada linear”, conta Oliveira. A iluminação, as músicas e a sonorização também são especialmente planejadas.

Para que a comunicação entre o palco e a plateia se concretize, a interação é muito importante. “Durante o espetáculo, a curiosidade e a participação dos menores são estimuladas por meio da voz e da palavra, do movimento e do gesto, da iluminação baseada na cromoterapia, dos sons e das melodias arrancadas dos objetos de cena, em uma linguagem elaborada dentro de rigorosos estudos psicológicos. A musicalidade e os ritmos presentes no teatro para bebês convidam à participação e transformam os pequenos espectadores em figuras ativas da encenação”, conclui o diretor.

A arte de contar histórias também é algo importante para estar sempre na rotina dos bebês. Veja como alimentar esse costume e a forma como ele ajuda no desenvolvimento das crianças

Exposição interativa sobre Frida Kahlo para o público infantil

Com várias instalações que podem ser exploradas pelas crianças, a mostra “Frida e eu” propõe entrar em contato com o universo de Frida Kahlo e conhecer principalmente aspectos da vida pessoal da artista mexicana. Não fazem parte da exposição obras produzidas pela artista. O objetivo é que os visitantes tenham experiências lúdicas e interativas que permitam entender melhor a história e a obra de Frida.

Em cartaz na Unibes Cultural, a exposição terminaria dia 30 de junho, mas foi prorrogada até 29 de julho. Conta com seis eixos temáticos: Frida e o autorretrato, Frida e a família, Frida e a dor, Frida e Diego, Frida e a natureza e Frida e Paris. Há, por exemplo, um espaço em que é possível montar um esqueleto de espuma com marcações dos principais pontos de dor no corpo da pintora, que sofreu um grave acidente aos 18 anos. Como o acidente deixou Frida presa à cama durante um longo tempo e foi ali que ela começou a pintar, as crianças também poderão se deitar sobre duas camas, cada uma equipada com cavalete, lousa, caneta esferográfica e espelho no teto. Assim, conseguirão desenhar tendo uma perspectiva semelhante à vivenciada pela artista. Em outros espaços, o público é convidado a tentar formar a árvore genealógica de Frida ou ainda identificar animais por meio dos seus sons, entre outras atividades.

Como parte da programação, durante todos os sábados até o final da mostra, das 15h às 16h, serão promovidas oficinas especiais para as crianças.

Mostra “Frida e eu”, na Unibes Cultural
Endereço: Rua Oscar Freire, 2500
Telefone: (11) 3065-4333
Horário: de segunda-feira a sábado, das 10h30 às 19h30
Ingressos: R$ 24,00 de terça a sexta-feira, R$ 30,00 aos sábados e gratuito às segundas-feiras

A biblioteca do Parque Villa-Lobos também é um ótimo passeio para as crianças. Conheça!

5 passos para ajudar o seu bebê a ter um sono tranquilo

É importante criar desde cedo uma rotina de sono para ajudar a orientar o seu bebê sobre o horário de dormir. “Os bebês não nascem com os ritmos circadianos [atividades do ciclo biológico] totalmente desenvolvidos e só a partir de nove ou doze semanas começam a produzir mais o hormônio do sono, a melatonina. Mas entre três e quatro mês já é indicado manter uma rotina. Isso não quer dizer realizar processos de educar o sono. Ter uma rotina significa observar quando o bebê sente sono, tentar notar os sinais que demonstra, cuidar bem do ambiente em que ele dorme e passar a estipular um ritual antes de dormir. Isso pode ser simples, como um banho, uma troca de roupa ou a leitura de uma história”, orienta Marcia Horbacio, consultora do sono há 12 anos, que atualmente mora no Canadá e atende também à distância, elaborando planos personalizados para cada família. Confira cinco dicas que você pode adotar para garantir um sono de qualidade para o seu filho e conquistar noites mais tranquilas.

1. Evite colocar o bebê sempre adormecido no berço

Alguns pais tentam colocar o bebê sonolento e acordado, porém, quando não conseguem, desistem e acham que ‘para o filho deles isso não funcionará’. No entanto, deveriam persistir e seguir tentando sempre que o bebê estiver calmo. Continue insistindo até que um dia dará certo.

2. Mantenha consistência no método escolhido

Um erro comum é experimentar diversas técnicas diferentes. Ainda que o bebê mude de comportamento, sustente o mesmo ritual de resposta. A chave para corrigir qualquer mudança de comportamento é a consistência.

3. Tenha em mente que não há receita perfeita para todos

“Para determinar o que fazer é preciso avaliar como está a duração de sono, as janelas de tempo acordado, os rituais realizados, as rotinas e o ambiente de sono e pré-sono”, diz Marcia. “Se tudo está certo e o pediatra se considera satisfeito com a saúde do bebê, incluindo a sua alimentação, o seu peso etc., poderemos propor um método para educar o sono.” A medida que o tempo passa, a criança se acostuma a dormir de uma determinada forma que ela aprendeu. Isso talvez possa dificultar um pouco mais o processo de educar o sono, porém não é regra.

4. Estabeleça horários regulares para o sono, não rígidos

“Analise sempre o intervalo de tempo que o bebê passa acordado. Não adianta colocar a criança para dormir todas as noites exatamente no mesmo horário inclusive em um dia em que ela não fez boas sonecas ou pulou a última soneca do dia. O horário de dormir deve ser ajustado para mais tarde quando a criança dormiu por mais tempo em sua última soneca ou mais cedo quando estiver muito cansada – e nem sempre ela demonstra isso, os pais têm de ficar atentos às janelas de sono”, recomenda Marcia.

5. Cuide bem do ambiente em que a criança dorme durante a noite

O ideal é que seja escuro – “que não se possa enxergar a mão em frente ao rosto”, indica Marcia – e a temperatura precisa ser fresca, já que o calor pode acordar a criança. O melhor é que tenha poucos brinquedos ou detalhes na decoração muito coloridos. E aposte em um colchão firme e, de preferência, opte por um lençol de algodão puro, bem apertado ao colchão. “Caso os pais gostem do recurso, o ruído branco pode ser de grande ajuda para bloquear barulhos externos”, aconselha a consultora.

Quer montar um quarto baseado no método montessoriano? Veja como

Teatro dentro de um ônibus? Sim! E para todas as idades

O projeto BuZum propõe levar o teatro onde as crianças estiverem. E assim a companhia itinerante apresenta seus espetáculos dentro de um ônibus adaptado. Atualmente, ao longo de todos os domingos até o final de março, o ônibus estará estacionado em frente ao MIS-SP (Museu da Imagem e do Som de São Paulo) com a peça Mamulengo. Um bom motivo para levar os pequenos ao teatro e deixá-los ainda mais entretidos com o ambiente fora do comum para a encenação.

Mamulengo conta a história de dois amigos que se envolvem em uma aventura em pleno carnaval pernambucano. João cai em um poço e sua amiga Joana precisa salvá-lo. Para isso, o enredo envolve vários personagens e manifestações tradicionais da cultura popular do Nordeste, como o caboclinho, o maracatu e o frevo. O espetáculo usa mais de 40 bonecos mamulengos, fantoche típico dessa região do Brasil, encontrado especialmente em Pernambuco.

As apresentações têm entrada gratuita, basta retirar a senha no local com 40 minutos de antecedência. O ônibus possui capacidade para 40 pessoas por sessão. Para saber mais sobre o projeto e acompanhar informações sobre as próximas temporadas, acesse o site: www.buzum.com.br

BuZum, no MIS-SP
Endereço: Av. Europa, 158
Telefone: (11) 2117-4777
Dias: 5, 12, 19 e 26 de março
Horários: 10h30, 11h30, 12h, 14h, 14h30, 15h30 e 16h30

Já participou de uma apresentação de teatro feita especialmente para bebês? Saiba como elas são