Confira sugestões para uma semana de lanches saudáveis

O café da manhã e as refeições intermediárias – os lanches da manhã e da tarde – são muito importantes para garantir a energia e o desenvolvimento das crianças. Cada uma oferece, em média, 15% da quantidade de calorias diárias necessárias. Além disso, costumam ter quantidades expressivas principalmente de carboidratos, proteínas e fibras.

O indicado é que cada refeição seja oferecida com intervalos de duas ou três horas entre elas. Ou seja, programe os lanches pelo menos duas horas antes do almoço e do jantar. “O melhor é que os bons hábitos alimentares sejam cultivados desde cedo. E sabe-se que pessoas que pulam refeições apresentam, a longo prazo, uma tendência maior ao sobrepeso”, ressalta a nutricionista Giselle Duarte, do Materna Nutrição Infantil.

Outro ponto que Giselle reforça é sobre a alimentação à noite, pouco antes do horário de dormir. “ Muitas vezes pais e cuidadores esquecem de oferecer para as crianças a ceia”, diz. Há casos em que a criança costuma acordar durante a noite e uma das hipóteses que não se pode descartar é a criança realmente estar com fome. “Se ela costuma jantar e dormir cedo, pode ser que sinta fome de madrugada. Nesse caso, o ideal é segurar um pouco mais o horário de ir para a cama e oferecer uma fruta com fibras ou uma vitamina.”

Abaixo, Giselle listou sugestões variadas para uma semana de café da manhã, lanches e ceia

Cardápio com lanches para uma semana

7 dicas para estimular experiências com música em casa

O contato desde cedo com a música, além de prazeroso, traz muitos benefícios para os processos de aprendizagem das crianças. Isso porque as melodias e a experimentação de instrumentos musicais estimulam áreas do cérebro que serão futuramente usadas para outras funções, como ler.

“Conhecer e vivenciar música amplia referências, fortalece a identidade cultural, pode ajudar a relaxar, instigar a imaginação e desenvolve a percepção auditiva. Também afeta diversos parâmetros do sistema nervoso e da neuropsicologia [relações entre o cérebro e o comportamento] do bebê”, ressalta Enny Parejo, diretora do Enny Parejo Atelier Musical, um espaço que promove cursos de formação em pedagogia musical, musicalização infantil, formação musical para o público em geral e elaboração de material didático. A seguir, ela lista alguns pontos que você pode incluir na rotina de uma forma lúdica para que a música faça parte das brincadeiras com o seu filho.

1. Ouça músicas de estilos variados

Bebês e crianças podem – e devem – escutar músicas dos mais diferentes gêneros, sejam instrumentais, eruditas, populares, étnicas… Procure apresentar um repertório rico e valorize canções tradicionais da infância, como as cantigas de roda. Momentos de silêncio também são importantes e deve-se cuidar sempre para não hiper estimular os pequenos.

2. Faça brincadeiras com os dedos e jogos com movimentos

Acompanhe as músicas movendo as mãos e os dedos, batendo palmas, criando pequenas coreografias etc. E realize isso concretamente, sem a ajuda de DVDs, tablets ou outras mediações tecnológicas.

3. Cante

O canto a capela, ou seja, somente a voz, auxilia o fortalecimento do vínculo afetivo e pode ser uma boa maneira de fazer com que o bebê relaxe ou inicie o seu processo sono.

4. Chame a atenção para os sons da casa

Explore diferentes barulhos comuns no dia a dia da casa, como o som da água jorrando na torneira, o bater de duas tampas de panela…

5. Construa fontes sonoras com materiais recicláveis

Uma lata transformada em tambor ou um pote de plástico recheado com feijões que se torna um chocalho, por exemplo, podem atrair a curiosidade das crianças e incentivá-las a descobrir novas formas de produzir música. No entanto, especialmente no caso dos bebês e crianças pequenas, certifique-se de que o objeto é seguro para eles e supervisione a brincadeira durante todo o tempo.

6. Acompanhe a música com um instrumento, mesmo que este seja improvisado

Além de trabalhar a atenção, isso faz com que a criança comece a desenvolver noções de ritmo.

7. Tenha alguns instrumentos infantis

Pequenos instrumentos de sopro e percussão podem ser ótimos recursos para os primeiros contatos com a música. Você pode encontrar esse tipo de instrumento em empresas de brinquedos educativos ou especializadas em música. Veja algumas lojas físicas e online onde há boas opções para as crianças:
* MT Instrumentos – na cidade de São Paulo, fabrica ótimos itens para iniciação musical, como flauta de êmbolo, guizos, reco-reco, blocos sonoros e maracas.
* Tambores Zé Benedito – também em São Paulo, produz tambores e instrumentos de percussão de boa qualidade.
* Jog Music – loja instalada em Rio Claro, no interior de São Paulo, conta com instrumentos como pandeiros, bongos e outros de percussão.
* Menestrel de Campinas, interior de São Paulo, comercializa jogos e diversos materiais interessantes para educação musical, como tapete musical e amarelinha de notas.
* Fábrica de Pios Maurílio Coelho – fundada em 1903, essa loja de Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, tem apitos diversos de sons de pássaros com CDs ilustrativos.
* Plander de Curitiba, no Paraná, possui uma ampla variedade de instrumentos infantis, como blocos sonoros, apitos, castanholas, tambores etc.

Entenda os benefícios da música para bebês e crianças

Como escolher bons livros para crianças

Para despertar o interesse pela leitura nas crianças, é importante que os livros estejam inseridos nos hábitos da casa. “É essencial criar uma biblioteca da família e construir a sua rotina de leitura. Sem idealizações e cobranças. As crianças precisam ter acesso a bons livros. Eles devem ficar disponíveis. E os pais também devem encontrar um tempo para essa entrega, para esse momento de conexão com os pequenos. Este ‘triângulo amoroso’ – pais presentes e disponíveis, crianças e bons livros – é um ingrediente infalível para formação de um leitor”, acredita Denise Guilherme Viotto, mestre em educação e idealizadora e diretora da Taba, empresa especializada em curadoria de livros infantis e juvenis.

“O que os pais têm de fazer é associar o momento de contato com os livros à experiência de atenção e disponibilidade para os filhos. Não precisa ser necessariamente na hora de dormir e nem todo dia. Cada família pode encontrar seu tempo e seu modo”, completa. “Desde a gestação, os bebês devem receber um banho de linguagem. Este banho acontece primeiro no contato com os pais – que são os primeiros livros a serem lidos. As cantigas de embalar, os diálogos travados durante as trocas, as histórias contadas. Tudo isso é amor feito em palavras. O que os livros fazem depois é dar ainda mais recursos para essa relação de amor e cuidado construída a partir da linguagem falada e escrita”, diz a especialista. A seguir, ela cita alguns critérios importantes a serem considerados ao escolher livros para bebês e crianças.

1. Leia

Você só aprende a escolher quando possui repertório.

2. Saiba que bons livros para crianças, geralmente, encantam também os adultos

“O contrário nem sempre acontece. Mas, para escolher livros para bebês e crianças pequenas, os pais precisam ler e gostar do livro. Se acharem ‘bobinho e sem sentido’, acreditem: a criança também o achará”, diz Denise. Siga sua intuição: se você achou o livro simples demais e não lhe atraiu, escolha outro.

“Crianças pequenas e bebês são seres altamente inteligentes, capazes e curiosos sobre a linguagem e sobre o mundo. É um equívoco pensar que os livros para eles devem ser simples e com linguagem pobre. Embora não entendam todo o conteúdo do texto – algumas vezes – o fundamental é que tenham contato com vocabulário rico, interessante e que os ajudem a construir a sua ‘casa imaginária’. A sua casa de palavras, onde, aos poucos, vão aprendendo a nomear as coisas, os sentimentos e, principalmente, a se narrar.” Vale também ter em mente que, de um modo geral, as crianças são atraídas por textos que apresentem uma estrutura de repetição, acumulação e brinquem com a linguagem, como poemas e cantigas. Isso porque esta estrutura previsível facilita a memorização e faz com que eles participem mais ativamente da experiência.

3. Faça da busca uma diversão

Provavelmente, você vai descobrir muitos livros interessantes e aproveitar bastante a leitura deles.

4. Pesquise as indicações de especialistas

“Muitas das listas divulgadas por revistas e outros meios nem sempre deixam claro como selecionaram aquelas obras. Atualmente, empresas de curadoria – como A Taba – e de crítica literária, como a Revista Emília, fazem um trabalho independente e altamente qualificado. Os sites de ambas sempre têm recomendações interessantes”, indica Denise.

5. Fuja dos livros que são subprodutos de desenhos e filmes

“E esqueça os títulos que tentam transmitir uma mensagem explicitamente ou ensinar bons comportamentos. Eles, muitas vezes, subestimam a inteligência do leitor”, aconselha Denise. “Literatura é arte, fruição e não um instrumento de educação moral.”

6. Não se guie necessariamente pela classificação por faixa etária

“Este é um recurso do mercado para ‘facilitar’ a escolha dos livros. Mas ela mais atrapalha do que ajuda, porque generaliza e transforma um conceito tão plural – que é o de criança – em uma coisa única. Não existe criança. Existem crianças. A minha pode ser igual ou diferente da sua, mesmo tendo a mesma idade”, defende Denise. “Além disso, sempre me questiono: o que determina que um livro é para criança de dois anos e não de três? Nós, que estamos há mais de 20 anos estudando o tema, sabemos que o que ajuda a definir um perfil de leitor é mais a sua competência do que a sua idade. Para escolher e definir se aquele livro é ou não indicado para uma criança, é preciso conhecer essa criança: seus gostos, seu repertório, sua competência para ler etc.”

7. Diversifique temas, formatos, autores, ilustradores…

Para formar um leitor, diversidade é fundamental. Quanto maior o acesso a essa variedade, maior o repertório e também mais fácil identificar os gostos dos pequenos. Ao oferecer sempre obras de uma mesma editora, de um mesmo autor ou estilo, você restringe o universo estético e cultural da criança.

8. Fique atento aos interesses da criança

“O papel do adulto como mediador é o de observar os gostos das crianças, verificar os livros que elas apreciam mais, quais pedem para ler e reler, como se relacionam com eles, que associações fazem. Para isso, é preciso participar do momento da escolha e da leitura observando essas conquistas. Mas, sem pressão. Sem precisar analisar toda e qualquer resposta nem achar que isso deve determinar sempre qual será o livro adquirido”, orienta Denise.

9. Permita que a criança faça escolhas

Para formar um leitor, é necessário permitir que ele também decida sobre as suas opções. Mesmo que, na sua opinião, elas não sejam as melhores.

10. Saiba dosar o seu papel de mediador na seleção dos livros e a autonomia dos pequenos leitores

“O que a criança gosta pode ser uma pista, porém não deve ser um limitador. Assim como comida, é preciso oferecer aquilo que se aprecia, mas também ofertar novos sabores, para que a criança possa descobrir outros horizontes”, conclui Denise.

E você costuma ler para o seu filho? Entenda por que é importante criar esse hábito desde cedo!

Arte para crianças em uma performance interativa

A performance Flou! propõe que os pequenos rabisquem e espalhem tintas em uma grande folha branca colocada no chão. Idealizada pelo artista basco Ieltxu Ortueta, a apresentação é uma experiência coletiva na qual as crianças são convidadas a andar sobre a folha e contribuir com a sua arte. O resultado é a criação de um grande desenho. No final, o performer oferece pedaços de pinturas feitas em outras apresentações para que todos brinquem enquanto ele produz novos recortes.

Flou! estreou em 2016, já passou por diversos espaços e agora será realizada dias 24 e 25 de junho no Sesc Vila Mariana. A atividade é gratuita e indicada para crianças de 4 a 10 anos, mas nada impede que os menores também participem e interajam.

Flou!, no Sesc Vila Mariana
Endereço: Rua Pelotas, 141 – Praça de Eventos
Telefone: (11) 5080-3000
Horários: dia 24/06 das 15h às 16h e dia 25/06 das 16h às 17h

A biblioteca do Parque Villa-Lobos também é uma ótima opção de passeio para as crianças. Conheça!

Quando e por que se deve criar uma rotina para o bebê

Manter alguns rituais diários ajuda o bebê a se sentir mais seguro e se preparar para o que está por vir, sabendo mais ou menos a ordem do que acontece ao longo do dia. Mas quando começar a fazer isso? O momento certo será indicado pelo seu próprio bebê.

“Há profissionais que acreditam ser importante já estabelecer algumas regras desde o nascimento, como horários para as mamadas a cada três horas. Eu não penso assim. Na minha opinião, o nascimento é um momento muito difícil e é preciso respeitar a adaptação do bebê. O recém-nascido saiu de um ambiente escuro, em que ele tinha tudo durante 24 horas por dia, recebia alimento, calor, proteção… De repente, ele precisa absorver novos estímulos visuais, auditivos, olfativos etc. A mãe também necessita de um tempo para se preparar e se envolver com esse ser que chegou”, diz Beatriz Bork, psicóloga clínica com mais de 25 anos de experiência no atendimento de pacientes com foco nos aspectos emocionais, distúrbios de aprendizagem, estimulação das funções cerebrais e orientação educacional.

De acordo com a especialista, nessa primeira fase de vida, não seria ideal buscar implementar uma rotina. “É uma etapa de construção a dois, entre o bebê e a pessoa que cuidará dele, seja a mãe, o pai ou um responsável. Muitas vezes é comum que não se saiba o que fazer, não importa o quanto você se preparou, leu e estudou. O mais aconselhável é deixar tudo um pouco de lado e se dispor a fazer um caminho junto com o seu bebê. Ele conta muito sobre os caminhos a seguir, se você souber ouvi-lo. Esse bebê deve ser respeitado e escutado, já que ‘fala’, sim, de várias maneiras”, orienta Beatriz.

Comece a considerar criar uma rotina depois de alguns meses

Tudo precisa ser feito com muito cuidado, em prol do bem-estar do bebê. A rotina é um fator limitador, que impõe algumas regras e frustrações, como horários para se alimentar e dormir. “Aos poucos, você passa a perceber que essas frustrações podem ser cada vez mais ampliadas. A frustração pode e, na verdade, seria realmente bom que fosse sempre sustentada no instante seguinte com aconchego. Isso desenvolve a capacidade desse bebê suportar um tempo maior de frustração. Esse processo é muito importante para o aprendizado. Caso contrário, criamos alguém que não suporta coisa alguma e isso será muito duro para ele no futuro”, avalia a psicóloga.

“Não existe uma data para o início de uma rotina. Acredito na construção dela. No princípio, mais direcionada pelo bebê e, depois, inserindo regras estabelecidas para determinados aspectos, como a alimentação ou o horário em que a mãe ou o pai irá sair e depois retornar”, relata Beatriz. “É importante explicar o que vai acontecer. Ao longo do tempo, essas colocações vão estabelecendo confiança e segurança para o bebê do que irá acontecer.”

Seja flexível

Fixar algumas regras proporciona um certo conforto ao bebê, pois, de alguma maneira, ele começa a seguir sinais e sabe que será o momento de determinada coisa. Mas a rotina não precisa ser rígida. “Não tem de ser algo quadrado. Pense na estrutura do dia para definir aproximadamente os intervalos em que algumas atividades serão realizadas. Por exemplo, se o almoço ocorre entre 11h30 e 13h, você consegue prever o horário em que o bebê ou a criança precisa comer o lanche da manhã sem que isso atrapalhe o apetite do almoço”, recomenda a especialista.

“O mesmo deve ser feito em relação às sonecas e ao sono da noite. Antes de dormir, siga sempre o mesmo ritual, que pode incluir brincadeiras mais calmas, a contação de uma história, o jantar e o banho. Há crianças que relaxam quando tomam banho e outras despertam. Você precisa descobrir como o seu bebê reage e ver o que funciona para ele.” Em um dia ou outro, podem haver modificações dentro dessa rotina, claro. Porém, o indicado é avisar o bebê ou a criança sobre essas mudanças eventuais e contar o que será feito.

Considere mudanças

A rotina pode ser alterada no meio do caminho quando necessário. “No entanto, é diferente se deparar com uma situação ou outra e ser cada dia uma novidade. A falta da construção de uma rotina torna difícil para que o bebê forme um contorno confiável, já que ele nunca sabe o que vai acontecer”, alerta Beatriz.

A partir de um ou dois anos, quando a criança começa a compreender melhor o que a cerca, é possível que ela participe da formação dessa rotina. “Certas decisões pertencem ao adulto. Mas é importante que a criança tenha voz ativa. Ela pode escolher, por exemplo, a roupa que vai usar entre algumas opções. Isso refletirá muito no tipo de cidadão que você pretende construir. Se deseja que seja um ser humano crítico, permita que, desde cedo, ele comece a refletir, fazer escolhas.”

Confira também 5 passos para ajudar a desenvolver bons hábitos de sono para o seu bebê

6 dicas para uma alimentação saudável

Criar hábitos alimentares saudáveis é uma tarefa que depende não apenas do que se oferece à criança como também dos costumes praticados pela família. “A alimentação deve ter um clima leve. Quanto maior a guerra em relação à comida, mais difícil será para todos. Armando uma batalha ou levando a situação com calma, a criança come a mesma quantidade. Eu arriscaria dizer que, em uma disputa, é comum a criança vencer e se alimentar ainda menos”, comenta a nutricionista Natália Vignoli, da Barah Nutrição.

Se no dia a dia o padrão é consumir em casa uma boa quantidade de frutas, vegetais, grãos integrais… com certeza esses hábitos serão replicados de maneira automática em outros ambientes, como na escola, em viagens ou em festas. Veja a seguir as dicas da nutricionista para que rotina alimentar do seu filho seja construída do melhor modo possível.

1. Seja o exemplo de uma boa alimentação

Não adianta querer que o seu filho faça refeições saudáveis se isso não é o que ele vê nos hábitos da família.

2. Evite brigas ou reprovações

Conduza a alimentação de forma natural. Incentive a criança a experimentar, explicando que, para provar, ela precisa colocar na boca, mastigar e realmente sentir o gosto, antes de dizer se gosta ou não de algo. Principalmente quando se trata de bebês, ofereça o alimento várias vezes, em diferentes situações e apresentações variadas.

O “não gostar” talvez não seja definitivo. Às vezes, há uma certa resistência a um novo sabor, que pode ser quebrada em algum momento. “Por fim, nada de pânico. É normal que a criança passe por fases em que ama um alimento e depois o recusa”, diz Natália.

3. Facilite a sua rotina

Compre legumes já descascados e cortados. Organize as compras semanais e congele alguns itens prontos e separados em porções pequenas, em quantidades que correspondam a uma refeição. Você pode usar, por exemplo, formas de gelo para esse congelamento. Depois que o alimento estiver congelado, transfira os cubos para um saco plástico próprio para essa finalidade. Assim, ocupará menos espaço. Essa prática evita desperdícios e garante uma maior diversidade para as refeições, já que você terá vários vegetais para alternar, sem precisar cozinhar todos os dias.

4. Varie os tipos de preparo

Caso a criança recuse frequentemente um alimento, procure combiná-lo a outro ela goste ou crie formas de apresentação que possam parecer mais lúdicas e atrativas.

5. Leve o filho à feira, ao mercado e cozinhe junto

Propor que ele participe de todo o processo pode tornar mais prazeroso o ato de comer.

6. Tente fazer sempre boas opções

Verifique a procedência dos alimentos, priorizando os orgânicos. Use gorduras de melhor qualidade, como manteiga ghee, azeite e óleo de coco. Procure não adicionar sal ou açúcar. Dê preferência a ervas frescas e especiarias (orégano, manjericão, alecrim, tomilho, noz moscada, páprica, curry, cominho, salsinha, coentro etc.).

“Evite os produtos industrializados e, na dúvida, aposte em alternativas simples para lanches: frutas com cereais como aveia ou quinoa, pastas veganas de abacate ou grão de bico, pasta de amendoim, ovos caipiras cozidos ou mexidos, palitinhos de cenoura e cookies caseiros. Hoje também existem empresas que comercializam snacks sem conservantes com ótimo perfil nutricional, vale conhecer”, orienta Natália.

A alimentação também exerce um papel fundamental na rotina das crianças. Entenda por que é importante estabelecer essa rotina desde cedo   

Ajude seu filho a compreender melhor as emoções dele

Saber lidar com as próprias emoções pode ser um desafio para muitos adultos. Mas talvez isso se tornasse mais fácil e natural caso fosse algo exercitado desde criança. “Trabalhar as competências socioemocionais em crianças tem vários benefícios a longo prazo, como a melhora nos relacionamentos e na saúde”, diz Tonia Casarin, professora de pós-graduação do Instituto Singularidades, consultora em Educação e autora do livro “Tenho Monstros na Barriga”, usado como uma ferramenta para as crianças aprenderem a identificar as próprias emoções.

“Desde que o bebê nasce, é importante que os pais tenham consciência do clima da casa, que influencia bastante os pequenos. Promover o acolhimento dos sentimentos e nomeá-los é fundamental para a educação emocional”, explica Tonia. “Nos primeiros anos, enquanto o bebê ainda não fala, os pais podem inclusive nomear as emoções para eles, como: ‘Eu sei que está frustrado, filho’ ou ‘Você morde porque está com raiva e ainda não consegue dizer isso. Precisa expressar a sua raiva de outra maneira.’”

A consultora lembra ainda que, ao nascer, o bebê não possui o cérebro totalmente formado. E a parte responsável por regular as emoções se desenvolve até mais ou menos os 25 anos. Ou seja, é comum que as crianças não consigam controlar as suas emoções simplesmente por não estarem biologicamente prontas para isso.

Confira algumas dicas de Tonia para ajudar o seu filho nesse processo de conhecer melhor o que ele sente

1. Seja expressivo

Você é o primeiro professor do seu bebê sobre sentimentos. Mesmo antes que ele compreenda plenamente as palavras, está aprendendo sobre o mundo por meio dos seus pais. Olhares expressivos ou cautelosos e o tom de voz poderão orientar, advertir ou consolá-lo, dependendo da situação.

2. Saiba que o bebê pode “ler” o seu rosto

Ele aprende sobre emoções com base nas expressões no seu rosto. Conforme o bebê cresce, ele desenvolve a capacidade de ler as suas emoções. Na verdade, mais do que isso, ele se guia pelas suas expressões emocionais.

3. Lembre-se de que o bebê aprende ouvindo o tom de sua voz

Mesmo que ainda não compreenda as palavras, ele entende o sentimento comunicado por meio do tom de voz. Já percebe que tons diferentes aplicados nas frases comunicam mensagens diferentes.

4. Tenha em mente que o bebê toma decisões com base nas suas expressões, no tom da sua voz e nas palavras que você usa

Com as suas mensagens de incentivo ou precaução, o seu bebê está aprendendo a navegar neste mundo. Esse processo de aprendizagem é chamado pelos pesquisadores na área de “referência social”. Ainda que ele não entenda todas as suas palavras, pode olhar para a expressão em seu rosto para decidir o que fazer ou não.

5. Ajude o seu bebê a aprender a ser expressivo

Seja entusiasta! Fale com o seu filho de uma forma positiva. Não tenha vergonha de dizer de forma categórica “role a bola para mim!” ou falar efusivamente “cuidado, a água está muito quente!”.

6. Combine a expressão facial com as suas emoções

Demonstre os sentimentos de modo claro, para que o seu rosto, as palavras e o seu tom de voz comuniquem o que você quer dizer. O bebê vai entender melhor quando a sua expressão facial, o tom de voz e as ações durante a mensagem expressarem o que você sente e forem coerentes. A ironia ainda não é assimilada pela criança nessa faixa etária.

7. Crie um espaço seguro para que a criança se expresse

Uma criança de dois anos, por exemplo, pode mostrar um forte senso individual e responder diversos “nãos” aos pedidos de um adulto, simplesmente para se afirmar. Auxilie a criança a reconhecer os seus sentimentos e nomeá-los. Essa ação vale não apenas para as emoções dela, mas também para entender como os outros podem se sentir e já começar a desenvolver empatia.

Conheça os principais conceitos da chamada disciplina positiva

Como treinar a concentração já nos primeiros anos de vida

A concentração é um processo de conquista e tem um ponto de partida: a curiosidade. Quando a criança se sente atraída por um tema ou um material, ela naturalmente permanece atenta durante algum tempo ao que despertou o seu interesse.  A partir daí, de maneira gradual, alcançará a concentração. O papel da família nesse momento é respeitar o espaço e o tempo da criança e proporcionar um ambiente que favoreça o desenvolvimento dessa habilidade.

“Estímulos em excesso ou brinquedos demais no quarto, por exemplo, atrapalham e a criança pode ficar perdida em meio a tantos objetos”, alerta Sonia Maria Braga, diretora pedagógica da Meimei Escola Montessoriana, do Rio de Janeiro (RJ), e presidente da Organização Montessori do Brasil. O mais aconselhável é restringir a quantidade de brinquedos que a criança encontra à sua disposição, guardando alguns e fazendo um rodízio daqueles que ficam ao alcance dela. “Quando os pequenos têm muitas coisas disponíveis, é provável que não consigam se dedicar a cada objeto nem explorar todas as suas possibilidades”, pondera a educadora.

Algumas atividades simples e bastante cotidianas também podem ajudar. “Experimente propor à criança despejar um líquido com calma, segurando o copo ou uma jarra com cuidado, ou passar grãos de um pote para outro com uma pinça ou uma colher. São tarefas que têm uma conexão direta com a vida real e exigem movimentos cautelosos. Esse tipo de prática pode colaborar com a conquista da concentração”, orienta Sonia. De qualquer maneira, vale ter em mente que nunca se deve comparar uma criança à outra. Cada uma possui um tempo diferente de desenvolvimento e este precisa ser considerado.

O que pode interferir

Locais muito agitados, falta de brinquedos ou itens que a criança demonstre verdadeiro interesse e constantes interrupções podem afetar a construção do poder de concentração. “Muitas vezes as crianças ou os bebês estão entretidos com suas descobertas e um adulto corta aquilo de forma estabanada. Todo o processo mental que estava se consolidando fica comprometido e retomá-lo exige esforços extras. Respeite o que o seu filho faz. Se ele está se dedicando a algo e demonstra prazer, apenas observe. Além disso, ofereça a ele um ambiente tranquilo e harmonioso, no qual se sinta calmo, apoiado e amparado”, explica Sonia.

A exposição à tecnologia também deve ser dosada. “A tecnologia é uma excelente ferramenta, e não podemos impedir que as crianças tenham acesso a ela, desde que sempre com supervisão. E é fundamental dosar esse uso”, diz Sonia. “Há crianças que passam horas em frente à televisão, a um computador, com um celular ou um tablet nas mãos… elas recebem tudo pronto, não promovem as brincadeiras por meio de ações. Isso reflete negativamente na capacidade de atenção e no desenvolvimento cognitivo.”

A concentração trabalhada desde bebê

Antes de qualquer coisa, observe sempre o seu bebê. “Se você apresenta a ele um móbile, que por si já tem algumas imagens, formas e cores, não precisa balançar esse móbile nem oferecer outros brinquedos para que ele segure ao mesmo tempo. Permita que ele se entretenha olhando as figuras e apenas aguarde. O bebê demonstrará quando tiver perdido o interesse naquilo ou caso necessite de alguma interação. Se ele passar a brincar com o próprio pé, deixe-o à vontade. Não é necessário intervir ou começar a dizer os nomes das partes do corpo, por exemplo”, recomenda a educadora. Quando ele já consegue ficar sentado sozinho, dê três ou quatro brinquedos de formas e texturas diferentes para que manipule, leve à boca, aperte… “A criança é capaz de permanecer um determinado período explorando os objetos ou pode ainda colocá-los de lado para se ater ao ambiente. Ela estará estabelecendo o tempo dela e quanto menos interferência do adulto, melhor.”

É importante saber esperar. “Muitas vezes os adultos impõem o seu ritmo à criança, o que causa dificuldades no seu processo de desenvolvimento. A orientação é observar primeiro para depois atuar. Mesmo quando a criança está brincando e busca o adulto com o seu olhar, é preciso interpretar esse olhar. Talvez ela esteja solicitando ajuda ou pode apenas querer aprovação e, para isso, basta um sinal à distância. Observe com atenção e sensibilidade”, conclui Sonia.

Entenda o que são os períodos sensíveis de desenvolvimento e como você pode contribuir para cada um deles

Entenda o que são os períodos sensíveis de desenvolvimento

Um intervalo de tempo em que a criança está especialmente apta e a fim de desenvolver uma capacidade específica ou adquirir um determinado tipo de conhecimento. Esse é o significado dos chamados períodos sensíveis. No total, existem onze períodos sensíveis e todos ocorrem até os seis anos de idade, sendo que alguns podem ser simultâneos.

“Um bebê não pensa ‘vou começar a engatinhar, porque, assim, ficará mais fácil depois passar a andar’. Bebês e crianças pequenas apresentam impulsos interiores que os conduzem em direção ao desenvolvimento. Trata-se da força da vida impulsionando o desenvolvimento”, explica o pesquisador Gabriel Salomão, que escreve sobre o método Montessori no site Lar Montessori.

O período sensível de movimento, por exemplo, acontece entre zero e um ano ou um ano e meio. Durante esse intervalo, quase tudo na vida do bebê se resume a movimento. “É praticamente impossível fazer com que uma criança de um ano permaneça quieta, parada. Ela precisa se mover o tempo todo e esse é o objetivo da vida dela naquele momento. Isso é o que caracteriza o período sensível: o foco total dos esforços em prol de uma capacidade”, relata Salomão.

Já o período sensível referente à linguagem dura de zero a seis anos, manifestando diferentes nuances ao longo desse tempo. “Se um bebê de cinco meses estiver concentrado e brincando e alguém começar a falar por perto, ele imediatamente para e olha atento para o que a pessoa está dizendo. A voz humana interessa, pois ele está em um momento de aquisição de linguagem. A criança não tem poder para decidir sobre os períodos sensíveis. Ela não pode decidir não se movimentar ou optar por não prestar atenção em linguagem. Isso não cabe a ela, é interior e inato.”

Os períodos sensíveis foram uma descoberta da educadora e médica Maria Montessori, criadora do método Montessori. Ela começou a notar em várias crianças da mesma faixa etária impulsos, vontades, gostos e prazeres similares, assim como crises também. A partir de então, identificou cada um desses momentos em que as crianças estavam voltadas para aprendizados específicos, chamando-os de períodos sensíveis.

Vale ressaltar que o período sensível não deve ser confundido com uma vontade de aprender. “Quando uma criança de oito anos, por exemplo, demonstra se interessar por um determinado assunto, como eletricidade, e quer se dedicar a conhecer mais sobre circuitos, isso é um gosto individual, que ela pode escolher. Não são todas as crianças de oito anos que terão interesse por esse tema. Já no período sensível é impossível escolher. Todos os bebês ou crianças passarão por eles aproximadamente na mesma faixa etária”, explica o pesquisador.

Veja a faixa etária de cada período sensível

Faixa etária dos períodos sensíveis de desenvolvimento

Como se colocar diante de cada fase da criança

Para o bom andamento dos aprendizados, há períodos sensíveis em que não é preciso intervir, basta permitir que a criança evolua sozinha. Em outros momentos, ajudar se mostra essencial. O período sensível de movimento não demanda nenhum estímulo externo. O importante é possibilitar que o bebê faça as suas explorações pelos ambientes, não forçando-o a ficar parado ou restrito por muito tempo a um local que o limite, como o berço. Deixar que o pequeno circule pela casa, frequente lugares ao ar livre e brinque com diferentes objetos é suficiente para que ele se desenvolva.

Em relação à linguagem, o recomendado é apenas conversar bastante com a criança. “Muitas vezes, as pessoas reduzem a comunicação com a criança a comandos e negações, como ‘sente aqui’, ‘não pegue isso’… Isso é uma comunicação extremamente pobre para aquisição de linguagem. Converse, conte o que está fazendo, como foi o seu dia etc., mesmo que o bebê ainda não tenha idade para compreender ou interagir. Caso isso seja feito, você não terá de recorrer a nenhum outro artifício específico para que a fala e o vocabulário do seu filho se desenvolvam”, orienta Salomão.

No período sensível de detalhes, quando se inicia um certo desinteresse por imagens grandes e a tendência é prestar atenção em objetos pequenos ou partes de algo, não é necessário fazer nada, apenas observar e compreender. E os aprendizados sobre relações espaciais, em geral, se desenvolvem naturalmente, conforme a criança corre, brinca, encaixa uma peça em outra…

Por outro lado, existem períodos sensíveis mais complexos, como o da escrita, da leitura e da matemática. Para esses, o mais indicado realmente é a condução do aprendizado pela escola, que fará os trabalhos adequados. É muito importante que essas capacidades sejam incentivadas de maneira apropriada para que não se iniba a vontade de aprender que a criança demonstra.

O papel de pais e cuidadores

Em determinados períodos sensíveis, a família tem um papel fundamental. Ela pode contribuir para o desenvolvimento musical ao estabelecer o costume de ouvir ou cantar canções. Também pode ter instrumentos musicais de qualidade para apresentar ao bebê e deixar à disposição dele junto aos brinquedos. Aposte em uma flauta, um chocalho ou uma peça de percussão, nada de eletrônicos que não representem o real som dos instrumentos.

A ordem é outro ponto primordialmente conduzido por pais e cuidadores. “Em especial entre dois e quatro anos, a criança precisa de ordem de três maneiras. No ambiente físico, a casa precisa ser organizada, previsível e as coisas precisam estar sempre no mesmo lugar. Na questão do tempo, é importante manter uma rotina baseada em uma sequência de rituais, o que não significa uma rigidez de horários. Se ao acordar, a criança toma café da manhã, em seguida, escova os dentes, pega a mochila e vai para a escola, é desse jeito que ela fará todos os dias. Mas, caso um dia acorde mais cedo, terá mais tempo para essas tarefas. No fim de semana, realizará a mesma sequência, porém não irá para a escola. O ritual deve ser sempre o mesmo, com alguma flexibilidade.

Esse hábito dá à criança uma certeza de como o mundo funciona e uma organização concreta do tempo, já que o relógio e as horas ainda são conceitos abstratos. A ausência de ordem no espaço ou no tempo é considerada responsável por cerca de 60% ou 70% do que as pessoas chamam de terrible twos [muitos apontam que, aos dois anos, as crianças tendem a se comportar de maneira oposta aos pedidos dos pais]”, diz Salomão.

“Por fim a criança também precisa de ordem na conduta do adulto, que é um termômetro para que ela consiga entender suas próprias ações. Portanto, ao permitir um determinado tipo de atitude, permita sempre e não somente em alguns momentos. A conduta tem de ser muito semelhante todo o tempo. Claro que eventualmente irá falhar, mas precisa ser bastante similar na maioria das vezes. A inconstância deixa a criança em um estado de incerteza que causa ansiedade e estresse, o que dificulta o aprendizado e uma socialização sadia.”

As consequências de não estar atento aos períodos sensíveis

Caso os períodos sensíveis não sejam devidamente conduzidos, a criança poderá aprender as mesmas habilidades, porém aplicando muito mais esforço, pois já passou o intervalo em que estaria mais propensa a desenvolver aquela capacidade. Mas há ainda o risco carregar marcas para toda a vida, dependendo do que se refere.

“Imagine uma situação absurda de uma criança que fosse enfaixada desde o nascimento e impedida de se movimentar até os dois anos de idade. Ela poderia fazer fisioterapia, recuperar os movimentos, caminhar, correr, carregar coisas… Mas ela sofreria consequências durante toda a vida com prejuízos, por exemplo, para os reflexos ou uma coordenação motora mais delicada. A mesma experiência pode se refletir em outras áreas. Apresentar a matemática para uma criança e fazer com que ela se encante pelos números será positivo para uma série de aptidões no futuro, como raciocínio, lógica, entre outros conhecimentos”, conclui Salomão.

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As características do teatro feito especialmente para bebês

Apresentar ao bebê experiências ligadas à arte é sempre enriquecedor. Além disso, transitar por diversas áreas artísticas desde cedo levará os pequenos a se tornarem adultos mais sensíveis e abertos às diferentes formas de expressões culturais. E há espetáculos de teatro planejados especificamente para os bebês, que estimulam de forma pensada e segura suas capacidades sensoriais e intelectuais.

A construção da peça de teatro precisa ser estruturada para o olhar dos pequenos

“É preciso acessar um vocabulário teatral extenso, não superestimando a técnica nem a deixando de lado; considerar os conceitos psicopedagógicos sem perder a graciosidade e relevância cultural da arte. Entre tantos outros aspectos, ainda conseguir cair nas graças desse público pelo elemento mais simples de todos e ao mesmo tempo não explicado por nenhuma técnica ou teoria: a energia”. Essas são as premissas defendidas pelo diretor Alan de Oliveira e pela atriz portuguesa Liliana Rosa, criadores do Teatro para Bebês, primeira companhia teatral fundada no Brasil especializada nessa faixa etária.

“Os bebês são 100% sinceros. Eles não se esforçam para aceitar alguém. Com eles é ou não é. Um movimento errado pode provocar um efeito cascata de choros e então o espetáculo se perde”, diz Liliana.

Existem vários fatores que influenciam no momento de montar uma peça para bebês. O tempo de duração do espetáculo é um deles e deve ser mais curto que o padrão da maioria das peças infantis. As apresentações costumam ter entre 30 e 40 minutos e normalmente são seguidas por uma exploração sensorial dos bebês e suas famílias. “Esse é o tempo máximo de atenção de uma criança na primeira infância. Os espetáculos são criados com gatilhos peculiares para reter a concentração e têm como pano fundo a improvisação”, explica a atriz.

Tudo é pensado para eles

“O texto é milimetricamente pensado, elaborado e roteirizado de forma específica. Nada linear”, conta Oliveira. A iluminação, as músicas e a sonorização também são especialmente planejadas.

Para que a comunicação entre o palco e a plateia se concretize, a interação é muito importante. “Durante o espetáculo, a curiosidade e a participação dos menores são estimuladas por meio da voz e da palavra, do movimento e do gesto, da iluminação baseada na cromoterapia, dos sons e das melodias arrancadas dos objetos de cena, em uma linguagem elaborada dentro de rigorosos estudos psicológicos. A musicalidade e os ritmos presentes no teatro para bebês convidam à participação e transformam os pequenos espectadores em figuras ativas da encenação”, conclui o diretor.

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