7 dicas para estimular experiências com música em casa

O contato desde cedo com a música, além de prazeroso, traz muitos benefícios para os processos de aprendizagem das crianças. Isso porque as melodias e a experimentação de instrumentos musicais estimulam áreas do cérebro que serão futuramente usadas para outras funções, como ler.

“Conhecer e vivenciar música amplia referências, fortalece a identidade cultural, pode ajudar a relaxar, instigar a imaginação e desenvolve a percepção auditiva. Também afeta diversos parâmetros do sistema nervoso e da neuropsicologia [relações entre o cérebro e o comportamento] do bebê”, ressalta Enny Parejo, diretora do Enny Parejo Atelier Musical, um espaço que promove cursos de formação em pedagogia musical, musicalização infantil, formação musical para o público em geral e elaboração de material didático. A seguir, ela lista alguns pontos que você pode incluir na rotina de uma forma lúdica para que a música faça parte das brincadeiras com o seu filho.

1. Ouça músicas de estilos variados

Bebês e crianças podem – e devem – escutar músicas dos mais diferentes gêneros, sejam instrumentais, eruditas, populares, étnicas… Procure apresentar um repertório rico e valorize canções tradicionais da infância, como as cantigas de roda. Momentos de silêncio também são importantes e deve-se cuidar sempre para não hiper estimular os pequenos.

2. Faça brincadeiras com os dedos e jogos com movimentos

Acompanhe as músicas movendo as mãos e os dedos, batendo palmas, criando pequenas coreografias etc. E realize isso concretamente, sem a ajuda de DVDs, tablets ou outras mediações tecnológicas.

3. Cante

O canto a capela, ou seja, somente a voz, auxilia o fortalecimento do vínculo afetivo e pode ser uma boa maneira de fazer com que o bebê relaxe ou inicie o seu processo sono.

4. Chame a atenção para os sons da casa

Explore diferentes barulhos comuns no dia a dia da casa, como o som da água jorrando na torneira, o bater de duas tampas de panela…

5. Construa fontes sonoras com materiais recicláveis

Uma lata transformada em tambor ou um pote de plástico recheado com feijões que se torna um chocalho, por exemplo, podem atrair a curiosidade das crianças e incentivá-las a descobrir novas formas de produzir música. No entanto, especialmente no caso dos bebês e crianças pequenas, certifique-se de que o objeto é seguro para eles e supervisione a brincadeira durante todo o tempo.

6. Acompanhe a música com um instrumento, mesmo que este seja improvisado

Além de trabalhar a atenção, isso faz com que a criança comece a desenvolver noções de ritmo.

7. Tenha alguns instrumentos infantis

Pequenos instrumentos de sopro e percussão podem ser ótimos recursos para os primeiros contatos com a música. Você pode encontrar esse tipo de instrumento em empresas de brinquedos educativos ou especializadas em música. Veja algumas lojas físicas e online onde há boas opções para as crianças:
* MT Instrumentos – na cidade de São Paulo, fabrica ótimos itens para iniciação musical, como flauta de êmbolo, guizos, reco-reco, blocos sonoros e maracas.
* Tambores Zé Benedito – também em São Paulo, produz tambores e instrumentos de percussão de boa qualidade.
* Jog Music – loja instalada em Rio Claro, no interior de São Paulo, conta com instrumentos como pandeiros, bongos e outros de percussão.
* Menestrel de Campinas, interior de São Paulo, comercializa jogos e diversos materiais interessantes para educação musical, como tapete musical e amarelinha de notas.
* Fábrica de Pios Maurílio Coelho – fundada em 1903, essa loja de Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, tem apitos diversos de sons de pássaros com CDs ilustrativos.
* Plander de Curitiba, no Paraná, possui uma ampla variedade de instrumentos infantis, como blocos sonoros, apitos, castanholas, tambores etc.

Entenda os benefícios da música para bebês e crianças

Como escolher bons livros para crianças

Para despertar o interesse pela leitura nas crianças, é importante que os livros estejam inseridos nos hábitos da casa. “É essencial criar uma biblioteca da família e construir a sua rotina de leitura. Sem idealizações e cobranças. As crianças precisam ter acesso a bons livros. Eles devem ficar disponíveis. E os pais também devem encontrar um tempo para essa entrega, para esse momento de conexão com os pequenos. Este ‘triângulo amoroso’ – pais presentes e disponíveis, crianças e bons livros – é um ingrediente infalível para formação de um leitor”, acredita Denise Guilherme Viotto, mestre em educação e idealizadora e diretora da Taba, empresa especializada em curadoria de livros infantis e juvenis.

“O que os pais têm de fazer é associar o momento de contato com os livros à experiência de atenção e disponibilidade para os filhos. Não precisa ser necessariamente na hora de dormir e nem todo dia. Cada família pode encontrar seu tempo e seu modo”, completa. “Desde a gestação, os bebês devem receber um banho de linguagem. Este banho acontece primeiro no contato com os pais – que são os primeiros livros a serem lidos. As cantigas de embalar, os diálogos travados durante as trocas, as histórias contadas. Tudo isso é amor feito em palavras. O que os livros fazem depois é dar ainda mais recursos para essa relação de amor e cuidado construída a partir da linguagem falada e escrita”, diz a especialista. A seguir, ela cita alguns critérios importantes a serem considerados ao escolher livros para bebês e crianças.

1. Leia

Você só aprende a escolher quando possui repertório.

2. Saiba que bons livros para crianças, geralmente, encantam também os adultos

“O contrário nem sempre acontece. Mas, para escolher livros para bebês e crianças pequenas, os pais precisam ler e gostar do livro. Se acharem ‘bobinho e sem sentido’, acreditem: a criança também o achará”, diz Denise. Siga sua intuição: se você achou o livro simples demais e não lhe atraiu, escolha outro.

“Crianças pequenas e bebês são seres altamente inteligentes, capazes e curiosos sobre a linguagem e sobre o mundo. É um equívoco pensar que os livros para eles devem ser simples e com linguagem pobre. Embora não entendam todo o conteúdo do texto – algumas vezes – o fundamental é que tenham contato com vocabulário rico, interessante e que os ajudem a construir a sua ‘casa imaginária’. A sua casa de palavras, onde, aos poucos, vão aprendendo a nomear as coisas, os sentimentos e, principalmente, a se narrar.” Vale também ter em mente que, de um modo geral, as crianças são atraídas por textos que apresentem uma estrutura de repetição, acumulação e brinquem com a linguagem, como poemas e cantigas. Isso porque esta estrutura previsível facilita a memorização e faz com que eles participem mais ativamente da experiência.

3. Faça da busca uma diversão

Provavelmente, você vai descobrir muitos livros interessantes e aproveitar bastante a leitura deles.

4. Pesquise as indicações de especialistas

“Muitas das listas divulgadas por revistas e outros meios nem sempre deixam claro como selecionaram aquelas obras. Atualmente, empresas de curadoria – como A Taba – e de crítica literária, como a Revista Emília, fazem um trabalho independente e altamente qualificado. Os sites de ambas sempre têm recomendações interessantes”, indica Denise.

5. Fuja dos livros que são subprodutos de desenhos e filmes

“E esqueça os títulos que tentam transmitir uma mensagem explicitamente ou ensinar bons comportamentos. Eles, muitas vezes, subestimam a inteligência do leitor”, aconselha Denise. “Literatura é arte, fruição e não um instrumento de educação moral.”

6. Não se guie necessariamente pela classificação por faixa etária

“Este é um recurso do mercado para ‘facilitar’ a escolha dos livros. Mas ela mais atrapalha do que ajuda, porque generaliza e transforma um conceito tão plural – que é o de criança – em uma coisa única. Não existe criança. Existem crianças. A minha pode ser igual ou diferente da sua, mesmo tendo a mesma idade”, defende Denise. “Além disso, sempre me questiono: o que determina que um livro é para criança de dois anos e não de três? Nós, que estamos há mais de 20 anos estudando o tema, sabemos que o que ajuda a definir um perfil de leitor é mais a sua competência do que a sua idade. Para escolher e definir se aquele livro é ou não indicado para uma criança, é preciso conhecer essa criança: seus gostos, seu repertório, sua competência para ler etc.”

7. Diversifique temas, formatos, autores, ilustradores…

Para formar um leitor, diversidade é fundamental. Quanto maior o acesso a essa variedade, maior o repertório e também mais fácil identificar os gostos dos pequenos. Ao oferecer sempre obras de uma mesma editora, de um mesmo autor ou estilo, você restringe o universo estético e cultural da criança.

8. Fique atento aos interesses da criança

“O papel do adulto como mediador é o de observar os gostos das crianças, verificar os livros que elas apreciam mais, quais pedem para ler e reler, como se relacionam com eles, que associações fazem. Para isso, é preciso participar do momento da escolha e da leitura observando essas conquistas. Mas, sem pressão. Sem precisar analisar toda e qualquer resposta nem achar que isso deve determinar sempre qual será o livro adquirido”, orienta Denise.

9. Permita que a criança faça escolhas

Para formar um leitor, é necessário permitir que ele também decida sobre as suas opções. Mesmo que, na sua opinião, elas não sejam as melhores.

10. Saiba dosar o seu papel de mediador na seleção dos livros e a autonomia dos pequenos leitores

“O que a criança gosta pode ser uma pista, porém não deve ser um limitador. Assim como comida, é preciso oferecer aquilo que se aprecia, mas também ofertar novos sabores, para que a criança possa descobrir outros horizontes”, conclui Denise.

E você costuma ler para o seu filho? Entenda por que é importante criar esse hábito desde cedo!

Arte para crianças em uma performance interativa

A performance Flou! propõe que os pequenos rabisquem e espalhem tintas em uma grande folha branca colocada no chão. Idealizada pelo artista basco Ieltxu Ortueta, a apresentação é uma experiência coletiva na qual as crianças são convidadas a andar sobre a folha e contribuir com a sua arte. O resultado é a criação de um grande desenho. No final, o performer oferece pedaços de pinturas feitas em outras apresentações para que todos brinquem enquanto ele produz novos recortes.

Flou! estreou em 2016, já passou por diversos espaços e agora será realizada dias 24 e 25 de junho no Sesc Vila Mariana. A atividade é gratuita e indicada para crianças de 4 a 10 anos, mas nada impede que os menores também participem e interajam.

Flou!, no Sesc Vila Mariana
Endereço: Rua Pelotas, 141 – Praça de Eventos
Telefone: (11) 5080-3000
Horários: dia 24/06 das 15h às 16h e dia 25/06 das 16h às 17h

A biblioteca do Parque Villa-Lobos também é uma ótima opção de passeio para as crianças. Conheça!

As características do teatro feito especialmente para bebês

Apresentar ao bebê experiências ligadas à arte é sempre enriquecedor. Além disso, transitar por diversas áreas artísticas desde cedo levará os pequenos a se tornarem adultos mais sensíveis e abertos às diferentes formas de expressões culturais. E há espetáculos de teatro planejados especificamente para os bebês, que estimulam de forma pensada e segura suas capacidades sensoriais e intelectuais.

A construção da peça de teatro precisa ser estruturada para o olhar dos pequenos

“É preciso acessar um vocabulário teatral extenso, não superestimando a técnica nem a deixando de lado; considerar os conceitos psicopedagógicos sem perder a graciosidade e relevância cultural da arte. Entre tantos outros aspectos, ainda conseguir cair nas graças desse público pelo elemento mais simples de todos e ao mesmo tempo não explicado por nenhuma técnica ou teoria: a energia”. Essas são as premissas defendidas pelo diretor Alan de Oliveira e pela atriz portuguesa Liliana Rosa, criadores do Teatro para Bebês, primeira companhia teatral fundada no Brasil especializada nessa faixa etária.

“Os bebês são 100% sinceros. Eles não se esforçam para aceitar alguém. Com eles é ou não é. Um movimento errado pode provocar um efeito cascata de choros e então o espetáculo se perde”, diz Liliana.

Existem vários fatores que influenciam no momento de montar uma peça para bebês. O tempo de duração do espetáculo é um deles e deve ser mais curto que o padrão da maioria das peças infantis. As apresentações costumam ter entre 30 e 40 minutos e normalmente são seguidas por uma exploração sensorial dos bebês e suas famílias. “Esse é o tempo máximo de atenção de uma criança na primeira infância. Os espetáculos são criados com gatilhos peculiares para reter a concentração e têm como pano fundo a improvisação”, explica a atriz.

Tudo é pensado para eles

“O texto é milimetricamente pensado, elaborado e roteirizado de forma específica. Nada linear”, conta Oliveira. A iluminação, as músicas e a sonorização também são especialmente planejadas.

Para que a comunicação entre o palco e a plateia se concretize, a interação é muito importante. “Durante o espetáculo, a curiosidade e a participação dos menores são estimuladas por meio da voz e da palavra, do movimento e do gesto, da iluminação baseada na cromoterapia, dos sons e das melodias arrancadas dos objetos de cena, em uma linguagem elaborada dentro de rigorosos estudos psicológicos. A musicalidade e os ritmos presentes no teatro para bebês convidam à participação e transformam os pequenos espectadores em figuras ativas da encenação”, conclui o diretor.

A arte de contar histórias também é algo importante para estar sempre na rotina dos bebês. Veja como alimentar esse costume e a forma como ele ajuda no desenvolvimento das crianças

Exposição interativa sobre Frida Kahlo para o público infantil

Com várias instalações que podem ser exploradas pelas crianças, a mostra “Frida e eu” propõe entrar em contato com o universo de Frida Kahlo e conhecer principalmente aspectos da vida pessoal da artista mexicana. Não fazem parte da exposição obras produzidas pela artista. O objetivo é que os visitantes tenham experiências lúdicas e interativas que permitam entender melhor a história e a obra de Frida.

Em cartaz na Unibes Cultural, a exposição terminaria dia 30 de junho, mas foi prorrogada até 29 de julho. Conta com seis eixos temáticos: Frida e o autorretrato, Frida e a família, Frida e a dor, Frida e Diego, Frida e a natureza e Frida e Paris. Há, por exemplo, um espaço em que é possível montar um esqueleto de espuma com marcações dos principais pontos de dor no corpo da pintora, que sofreu um grave acidente aos 18 anos. Como o acidente deixou Frida presa à cama durante um longo tempo e foi ali que ela começou a pintar, as crianças também poderão se deitar sobre duas camas, cada uma equipada com cavalete, lousa, caneta esferográfica e espelho no teto. Assim, conseguirão desenhar tendo uma perspectiva semelhante à vivenciada pela artista. Em outros espaços, o público é convidado a tentar formar a árvore genealógica de Frida ou ainda identificar animais por meio dos seus sons, entre outras atividades.

Como parte da programação, durante todos os sábados até o final da mostra, das 15h às 16h, serão promovidas oficinas especiais para as crianças.

Mostra “Frida e eu”, na Unibes Cultural
Endereço: Rua Oscar Freire, 2500
Telefone: (11) 3065-4333
Horário: de segunda-feira a sábado, das 10h30 às 19h30
Ingressos: R$ 24,00 de terça a sexta-feira, R$ 30,00 aos sábados e gratuito às segundas-feiras

A biblioteca do Parque Villa-Lobos também é um ótimo passeio para as crianças. Conheça!

Teatro dentro de um ônibus? Sim! E para todas as idades

O projeto BuZum propõe levar o teatro onde as crianças estiverem. E assim a companhia itinerante apresenta seus espetáculos dentro de um ônibus adaptado. Atualmente, ao longo de todos os domingos até o final de março, o ônibus estará estacionado em frente ao MIS-SP (Museu da Imagem e do Som de São Paulo) com a peça Mamulengo. Um bom motivo para levar os pequenos ao teatro e deixá-los ainda mais entretidos com o ambiente fora do comum para a encenação.

Mamulengo conta a história de dois amigos que se envolvem em uma aventura em pleno carnaval pernambucano. João cai em um poço e sua amiga Joana precisa salvá-lo. Para isso, o enredo envolve vários personagens e manifestações tradicionais da cultura popular do Nordeste, como o caboclinho, o maracatu e o frevo. O espetáculo usa mais de 40 bonecos mamulengos, fantoche típico dessa região do Brasil, encontrado especialmente em Pernambuco.

As apresentações têm entrada gratuita, basta retirar a senha no local com 40 minutos de antecedência. O ônibus possui capacidade para 40 pessoas por sessão. Para saber mais sobre o projeto e acompanhar informações sobre as próximas temporadas, acesse o site: www.buzum.com.br

BuZum, no MIS-SP
Endereço: Av. Europa, 158
Telefone: (11) 2117-4777
Dias: 5, 12, 19 e 26 de março
Horários: 10h30, 11h30, 12h, 14h, 14h30, 15h30 e 16h30

Já participou de uma apresentação de teatro feita especialmente para bebês? Saiba como elas são

Os benefícios da música para bebês e crianças

O fortalecimento do vínculo afetivo é primeiro dos muitos efeitos positivos que a música proporciona para os bebês. “Pesquisas indicam que na vida intrauterina os bebês já têm percepções auditivas. Não exatamente identificando melodias, mas, sim, vibrações e noções dos sons, tanto internos, quando a mãe fala ou canta, por exemplo, quanto de ruídos externos”, diz Roberto Schkolnick, professor de musicalização de educação infantil e ensino fundamental e coordenador do projeto Cantando pelo Mundo – cantigas e brincadeiras, vinculado ao PEA (Programa das Escolas Associadas) da Unesco, organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura.

Música desde cedo

Os recém-nascidos têm a audição mais desenvolvida do que a visão. Isso colabora para que a fala dos pais, a intenção musical na forma de dizer as palavras e determinadas entonações de voz ajudem a tranquilizá-los em alguns momentos. “O reconhecimento de timbres, a voz dos pais, o barulho de diferentes objetos etc. vão ampliando o reconhecimento de ruídos que o bebê é capaz de notar e isso faz com que ele consiga ir percebendo melhor o mundo à sua volta por meio dos sons”, explica Schkolnick.

O ato de cantar é muito importante na construção dos vínculos afetivos de pais e cuidadores com o bebê e deixa marcas de aquisições musicais e culturais. Mais para a frente, contribuirá inclusive para o repertório e a variedade de vocabulário da criança. “Brincadeiras que utilizam música e acompanham o ritmo da melodia, como cantarolar ‘serra, serra, serrador…’ e fazer movimentos que sigam a canção, proporcionam ainda benefícios para a coordenação e desenvolvimento motor do bebê”, relata o especialista.

Ele sugere também experimentar criar em casa alguns objetos sonoros para estimular a curiosidade e s sentidos do bebê. “Construa chocalhos, colocando em um pote, por exemplo, grãos de arroz, em outro, feijões ou areia. Brinque com o seu filho e deixe que ele sinta as diferentes vibrações, ouça os sons produzidos… Essa exploração é uma brincadeira gostosa de fazer e insere a criança na ação. Ela passa para a prática e não apenas recebe e ouve os barulhos.”

Varie o repertório

Ao colocar músicas para que seu filho escute, não se preocupe em ficar restrito às canções do universo infantil, apresente a ele um repertório diversificado. Isso é um bom desafio até mesmo para as famílias que não têm o hábito de desvendar novos ritmos. “Principalmente nessa fase do início da vida, em especial a mãe e o bebê estão muito abertos para um aprendizado mútuo de mundo. Novas descobertas acontecem de forma constante e é uma ótima oportunidade de ouvir estilos musicais que não se estava acostumado até então”, observa Schkolnick.

Controle a ansiedade e observe as reações do bebê

Procure dosar os sons aos quais o bebê é exposto e não exagere na quantidade de estímulos simultâneos ou consecutivos. Cuidado particularmente com aparelhos tecnológicos e brinquedos sonoros que possuem muitos botões de sons. “E não crie uma expectativa excessiva. A criança pode não permanecer parada e prestando atenção. Mas isso não significa que não absorveu o que foi mostrado”, alerta o educador. “Observe seu filho e tente reconhecer as identificações dele. Os bebês e as crianças vão dando pistas do que preferem. Fique atento aos sinais.”

Ler e contar histórias para bebês e crianças também é muito importante. Quanto antes começar, melhor!

Teatro para bebês no Sesc Vila Mariana durante as férias

O incentivo ao imaginário por meio de peças teatrais pode, sim, ser incluído desde cedo na rotina. Há apresentações desenvolvidas especificamente para bebês, que levam em consideração o olhar e as capacidades dessa faixa etária para conduzir os enredos. Seguindo essa linha e direcionado para bebês de zero a três anos, o espetáculo de teatro Scaratuja se inspira nos rabiscos que costumam ser feitos por crianças pequenas (também chamados garatujas) para criar traços e formas que vão atraindo a atenção dos participantes.

Em cena, dois atores, sem dizer nenhuma palavra, exploram o corpo, os objetos e o espaço. Na primeira parte da peça, que dura cerca de 50 minutos, os bebês ficam ao redor do tapete tátil sobre o qual os artistas se movimentam. Na segunda metade do espetáculo, os pequenos são convidados a interagir e desvendar o cenário.

As encenações ocorrem todos os domingos entre 8 de janeiro e 12 de fevereiro, às 14 horas, no Sesc Vila Mariana. Os ingressos – gratuitos – devem ser retirados uma hora antes e são limitados a dois por pessoa (um para o bebê e outro para um adulto acompanhante).

Sesc Vila Mariana
Endereço: Rua Pelotas, 141
Telefone: (11) 5080-3000

Conheça as principais características do teatro feito especialmente para bebês

Programação infantil especial no Museu da Imigração

Brinquedos educativos, oficinas, apresentação musical, pintura para bebês… De 4 a 29 de janeiro, o Museu da Imigração contará com uma programação pensada especialmente para o público infantil. Todas as atividades são gratuitas e dedicadas a crianças até 10 anos.

Além de atrações em datas específicas, foi criado um espaço chamado Mundo de Brincar, que funcionará durante todo o período da ação. Nessa área, os pequenos podem se divertir com brinquedos educativos, fantoches, bonecas, jogos de tabuleiro, piscina de bolinha, cama elástica e diversos livros. O local fica aberto de quarta-feira a domingo, das 11h às 17h, basta chegar e fazer um rápido cadastro.

Para participar das outras atividades, é necessário se inscrever pelo e-mail inscricao@museudaimigracao.org.br. O ingresso que permite a entrada no museu e acesso às exposições custa R$ 6.

Confira a programação:

CAÇA-TRILHA – Todas as quartas-feiras de janeiro, das 15h às 16h30
A partir de 8 anos
As crianças percorrerão o museu em busca de pistas, aprendendo sobre histórias da Hospedaria de Imigrantes do Brás.

MEU AMIGO DE PAPEL – 8 de janeiro, das 15h às 16h
A partir de 6 anos
Oficina de fantoches de papel para crianças.

PINTURA PARA BEBÊS – 14 de janeiro, das 15h às 16h
De zero a 2 anos
Uma enorme folha de papel craft será estendida no jardim do museu para os bebês realizarem uma grande pintura.

APRESENTAÇÃO DA DUPLA ENCANTORÉ – 15 de janeiro, das 15h às 16h
Faixa etária livre
Os músicos farão um show interativo, usando vários instrumentos, como sanfona, tambor e pandeiros.

É PRA COMER OU PRA BRINCAR? – 22 de janeiro, das 15h às 17h
A partir de 6 anos
Os pequenos aprenderão a fazer a receita de Biscoito Dominó e aproveitarão uma tarde de jogos no museu.

BORA FAZER PIPA? – 29 de janeiro, das 15h às 16h30
A partir de 8 anos
Utilizando referências regionais e culturais, os participantes serão convidados a confeccionar suas próprias pipas.

Museu da Imigração
Endereço: Rua Visconde de Parnaíba, 1316
Telefone: (11) 2692-1866

Ao lado do Museu da Imigração, é possível fazer um passeio de maria-fumaça e conhecer um pouco mais sobre a história do local. Saiba mais!