Confira sugestões para uma semana de lanches saudáveis

O café da manhã e as refeições intermediárias – os lanches da manhã e da tarde – são muito importantes para garantir a energia e o desenvolvimento das crianças. Cada uma oferece, em média, 15% da quantidade de calorias diárias necessárias. Além disso, costumam ter quantidades expressivas principalmente de carboidratos, proteínas e fibras.

O indicado é que cada refeição seja oferecida com intervalos de duas ou três horas entre elas. Ou seja, programe os lanches pelo menos duas horas antes do almoço e do jantar. “O melhor é que os bons hábitos alimentares sejam cultivados desde cedo. E sabe-se que pessoas que pulam refeições apresentam, a longo prazo, uma tendência maior ao sobrepeso”, ressalta a nutricionista Giselle Duarte, do Materna Nutrição Infantil.

Outro ponto que Giselle reforça é sobre a alimentação à noite, pouco antes do horário de dormir. “ Muitas vezes pais e cuidadores esquecem de oferecer para as crianças a ceia”, diz. Há casos em que a criança costuma acordar durante a noite e uma das hipóteses que não se pode descartar é a criança realmente estar com fome. “Se ela costuma jantar e dormir cedo, pode ser que sinta fome de madrugada. Nesse caso, o ideal é segurar um pouco mais o horário de ir para a cama e oferecer uma fruta com fibras ou uma vitamina.”

Abaixo, Giselle listou sugestões variadas para uma semana de café da manhã, lanches e ceia

Cardápio com lanches para uma semana

6 dicas para uma alimentação saudável

Criar hábitos alimentares saudáveis é uma tarefa que depende não apenas do que se oferece à criança como também dos costumes praticados pela família. “A alimentação deve ter um clima leve. Quanto maior a guerra em relação à comida, mais difícil será para todos. Armando uma batalha ou levando a situação com calma, a criança come a mesma quantidade. Eu arriscaria dizer que, em uma disputa, é comum a criança vencer e se alimentar ainda menos”, comenta a nutricionista Natália Vignoli, da Barah Nutrição.

Se no dia a dia o padrão é consumir em casa uma boa quantidade de frutas, vegetais, grãos integrais… com certeza esses hábitos serão replicados de maneira automática em outros ambientes, como na escola, em viagens ou em festas. Veja a seguir as dicas da nutricionista para que rotina alimentar do seu filho seja construída do melhor modo possível.

1. Seja o exemplo de uma boa alimentação

Não adianta querer que o seu filho faça refeições saudáveis se isso não é o que ele vê nos hábitos da família.

2. Evite brigas ou reprovações

Conduza a alimentação de forma natural. Incentive a criança a experimentar, explicando que, para provar, ela precisa colocar na boca, mastigar e realmente sentir o gosto, antes de dizer se gosta ou não de algo. Principalmente quando se trata de bebês, ofereça o alimento várias vezes, em diferentes situações e apresentações variadas.

O “não gostar” talvez não seja definitivo. Às vezes, há uma certa resistência a um novo sabor, que pode ser quebrada em algum momento. “Por fim, nada de pânico. É normal que a criança passe por fases em que ama um alimento e depois o recusa”, diz Natália.

3. Facilite a sua rotina

Compre legumes já descascados e cortados. Organize as compras semanais e congele alguns itens prontos e separados em porções pequenas, em quantidades que correspondam a uma refeição. Você pode usar, por exemplo, formas de gelo para esse congelamento. Depois que o alimento estiver congelado, transfira os cubos para um saco plástico próprio para essa finalidade. Assim, ocupará menos espaço. Essa prática evita desperdícios e garante uma maior diversidade para as refeições, já que você terá vários vegetais para alternar, sem precisar cozinhar todos os dias.

4. Varie os tipos de preparo

Caso a criança recuse frequentemente um alimento, procure combiná-lo a outro ela goste ou crie formas de apresentação que possam parecer mais lúdicas e atrativas.

5. Leve o filho à feira, ao mercado e cozinhe junto

Propor que ele participe de todo o processo pode tornar mais prazeroso o ato de comer.

6. Tente fazer sempre boas opções

Verifique a procedência dos alimentos, priorizando os orgânicos. Use gorduras de melhor qualidade, como manteiga ghee, azeite e óleo de coco. Procure não adicionar sal ou açúcar. Dê preferência a ervas frescas e especiarias (orégano, manjericão, alecrim, tomilho, noz moscada, páprica, curry, cominho, salsinha, coentro etc.).

“Evite os produtos industrializados e, na dúvida, aposte em alternativas simples para lanches: frutas com cereais como aveia ou quinoa, pastas veganas de abacate ou grão de bico, pasta de amendoim, ovos caipiras cozidos ou mexidos, palitinhos de cenoura e cookies caseiros. Hoje também existem empresas que comercializam snacks sem conservantes com ótimo perfil nutricional, vale conhecer”, orienta Natália.

A alimentação também exerce um papel fundamental na rotina das crianças. Entenda por que é importante estabelecer essa rotina desde cedo   

Quando deve ser a primeira visita ao oftalmologista?

O ideal é programar uma consulta com um oftalmologista pediátrico ainda durante o primeiro ano de vida do bebê. “Todos os pediatras devem fazer o chamado ‘teste do olhinho’ nos recém-nascidos. E essa avaliação precisa ser muito bem-feita para que os pais do bebê não fiquem com uma falsa impressão de que está tudo em ordem quando, na verdade, existe algum problema”, alerta Mauro Plut, especializado em oftalmologia pediátrica e estrabismo pela University of Connecticut School of Medicine, nos Estados Unidos, e que atua na área há mais de 40 anos.

Quanto antes for identificada qualquer alteração, maiores são as chances de bons resultados com os tratamentos. “Isso porque a criança não nasce enxergando completamente, ela está em formação. Não apenas os olhos não estão totalmente desenvolvidos como também as vias nervosas. A formação completa se dá por volta de nove ou dez anos de idade”, explica Plut. E ele reforça: “Quando existe algum distúrbio, quanto mais imaturo está o sistema visual da criança, mais profundo será o problema que ela terá. Ocorre muitas vezes de o bebê realizar suas atividades normalmente e os pais não perceberem que a visão de um dos olhos é fraca. Se essa criança for tratada apenas com sete ou oito anos de idade, a visão já se desenvolveu. Quando o trabalho de correção é feito no início da vida, os efeitos são muito mais eficientes”. Por esse motivo é tão importante a análise de um profissional logo cedo – e a indicação é buscar sempre um médico especialista no universo infantil, pois ele saberá conduzir melhor o atendimento.

O que o oftalmologista pode detectar no bebê

Na primeira consulta, o médico conseguirá identificar como o bebê está enxergando, o seu padrão de fixação dos olhos e o reflexo das pupilas, por exemplo. “O oftalmologista irá verificar se os olhos estão alinhados. Se houver algum tipo de estrabismo – quando um olho fixa em um objeto e o outro permanece desviado –, começa-se logo o tratamento e é possível corrigir bem a maioria dos casos”, diz o especialista. “Durante a avaliação, também se costuma dilatar as pupilas do bebê para checar o grau de refração dos olhos. Assim, verifica-se quando há miopia, hipermetropia, se ambos os olhos têm o mesmo grau de óculos ou não…”

Um problema comum em bebês é a obstrução do canal lacrimal, que faz com que os pequenos lacrimejem e fiquem com os olhos inchados. É possível que essa obstrução desapareça naturalmente até um ano de idade. De qualquer maneira, muitas vezes o tratamento consiste apenas em uma massagem realizada pelo médico.

Casos recorrentes também são os de pálpebra caída, o que pode inclusive atrapalhar a visão, e ambliopia, conhecida como olho preguiçoso. “Há ainda distúrbios menos frequentes, porém que podem ser descobertos em bebês com menos de um ano, como catarata, glaucoma, um olho com pressão diferente do outro ou até mesmo tumores – que são raros, mas ocorrem”, completa Plut.

Atenção sempre

Além dessa primeira consulta rotineira, ao observar qualquer sinal de alteração no desenvolvimento da visão do bebê, é fundamental procurar a opinião de um oftalmologista. Se os pais notam que o filho não olha diretamente para eles, apresenta pupilas de cores diferentes ou qualquer outra alteração, é importante que um médico faça uma análise. Entretanto, vale lembrar que, identificando ou não algo diferente nos olhos do bebê, o indicado é levá-lo para uma consulta com o oftalmologista antes de um ano de idade e depois repetir a visita quando a criança tiver entre dois e três anos.

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Introdução alimentar: o que é importante saber para fazê-la com qualidade e sem ansiedade

Como o próprio termo sugere, a introdução alimentar é uma fase de transição e adaptação, na qual o bebê será exposto a uma série de novidades. A partir do sexto mês, seu filho passará por uma importante mudança de hábitos. Até então, ele mamava praticamente deitado e ingeria somente líquido, seja leite materno ou fórmula. Agora experimentará – sentado – diferentes sabores, texturas e cheiros. É toda uma aprendizagem que leva tempo. Por isso, tenha sempre muita paciência e preste atenção aos sinais que o seu bebê emite. Confira a seguir as orientações da nutricionista Rachel Francischi, que integra as equipes da Casa Curumim e da Casa Moara.

Como começar a introdução alimentar

“Até os seis meses, a recomendação é a amamentação exclusiva. O leite materno é o alimento mais completo que existe e, até o sexto mês do bebê, não é necessário nada além dele, nem água ou chás. Depois dos primeiros seis meses, outros alimentos são introduzidos pouco a pouco”, reforça Rachel. O indicado é começar por alimentos naturais, que tenham um sabor suave e sejam macios.

“No Brasil, aconselhamos iniciar por uma fruta, especialmente alguma que faça parte da dieta materna e que seja de época. O que a mãe come passa de alguma forma para o leite materno e, assim, o bebê provavelmente já está acostumado àquele alimento, seja pelo sabor, odor ou pelas proteínas contidas nele. Então, imaginamos que serão menores as chances de uma recusa ou uma reação alérgica”, explica.

A apresentação dos alimentos ao bebê deve refletir a cultura local e os costumes da família. No Brasil, a orientação é optar primeiro pelas frutas por estarmos em uma área tropical, em que há uma grande variedade de frutas em todas as regiões, durante todo o ano. Mas a recomendação muda de acordo com o país. “Muitos pediatras norte-americanos indicam começar por um legume, como cenoura ou abobrinha, sempre bem cozido para atenuar um pouco as fibras e facilitar a digestão. Na Europa, muitas vezes os primeiros alimentos são os cereais. O mesmo acontece na Ásia, onde frequentemente o arroz é o primeiro a ser consumido”, cita a nutricionista.

Uma novidade por vez

O ideal é oferecer um alimento novo a cada dia, para conseguir observar possíveis reações no bebê. Após a introdução, você pode combinar alguns sabores. Se uma fruta não foi bem aceita pelo seu filho, experimente misturá-la a outra em um primeiro momento. “Vamos supor que o bebê tem rejeitado o abacate, que não é tão doce. Você pode combiná-lo com um pouco de manga ou banana, que são frutas mais adocicadas e, aos poucos, vai tentando dar o abacate sozinho”, sugere Rachel.

De que forma oferecer os alimentos

Antes de qualquer coisa, é fundamental que o bebê já seja capaz de sustentar a posição sentado sozinho durante algum período, com a coluna o mais ereta possível. Os primeiros alimentos oferecidos precisam ter uma textura muito macia e pastosa. “No caso de frutas como banana, mamão e melão, por exemplo, que sejam bastante amassadas com um garfo. Ou raspadas com uma colher ou mesmo raladas, se escolher uma maçã ou pera”, diz Rachel. E ela complementa: “As carnes oferecidas precisam ser bem desfiadas, em partes pequenas, macias e suculentas. O arroz e o feijão, amassados. Este segundo, preferencialmente, amassado com o caldo e sem a casca, que tem uma digestão mais difícil e sua textura pode incomodar o bebê no princípio. Depois de três ou quatro vezes que o bebê tiver experimentado o feijão, tente incluir a casca.”

Não tenha pressa e lembre-se de que essa é uma fase de transição, que deve levar em torno de seis meses. Apenas quando completar cerca de um ano a criança será capaz de comer alimentos com texturas mais próximas das ingeridas por um adulto.

Há ainda a possibilidade de seguir pelo método BLW (Baby Led Weaning), que valoriza as iniciativas espontâneas dos bebês de se alimentarem sozinhos e indica a apresentação da comida em pedaços. Se essa for a sua escolha, tenha em mente que, aos seis meses, seu filho ainda não desenvolveu a coordenação motora fina para fazer o movimento de pinça e pegar objetos pequenos com as mãos. Esse é inclusive um mecanismo de proteção para evitar que os pequenos engasguem. Portanto, não adianta picar demais uma fruta ou um legume e colocá-lo na frente do bebê. E nada de grãos em um primeiro momento. Dê frutas ou legumes cortados em forma de palito, o que facilita o agarre. “Procure oferecer banana ou mamão, que ficam bem macios em contato com a saliva, ou legumes e verduras bem cozidos no vapor, como abobrinha ou brócolis”, aconselha a especialista.

O melhor momento do dia para as primeiras refeições

Cada família deve estabelecer o horário das refeições do filho de acordo com a sua rotina e os costumes do bebê (que horas ele dorme, acorda, faz as sonecas etc.). “Normalmente a fruta, que é a primeira refeição, é dada no lanche da manhã ou da tarde. Mas também pode ser em outro horário. Deve ser um momento em que o bebê está disposto e bem-humorado. O ideal é que ele não esteja sonolento, cansado demais nem faminto. Se estiver com muita fome, o mais comum é que queira aquilo que já está habituado – leite materno ou fórmula. Mas também não pode estar totalmente saciado a ponto de não ter interesse em levar o alimento à boca”, recomenda Rachel.

De acordo com a nutricionista, nessa introdução, a alimentação complementar pode ser oferecida antes da mamada, depois dela ou até mesmo durante. “Se o bebê começa a chorar ao experimentar algo, você pode amamentá-lo um pouco para que se acalme e depois voltar a dar o alimento. O leite materno não interage com os nutrientes dos alimentos. A fórmula infantil sim. O leite artificial deve ser oferecido preferencialmente duas horas após o almoço ou o jantar para não interferir na absorção dos nutrientes, especialmente do ferro.”

Progressos

Depois de mais ou menos uma semana ou dez dias da primeira refeição introduzida na vida do bebê, inclua uma segunda refeição no dia, que pode ser uma segunda fruta em outro horário ou o almoço ou um jantar. Claro que não será um almoço completo, com todos os grupos alimentares e, sim, um alimento novo de cada vez.

Por volta dos sete meses completos, a ideia é que o bebê realize quatro refeições por dia com alimentos complementares: lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Além disso, mantém-se o leite materno sob livre demanda. O recomendado é que, dos seis meses até o primeiro ano do bebê, ele deve fazer quatro refeições por dia. Depois de completar um ano, acrescenta-se o café da manhã.

Fique atento aos sinais do seu bebê

Tenha muita paciência, carinho e amor. Observe o comportamento do seu bebê diante dos alimentos e controle a expectativa que ele coma logo nas primeiras vezes e em grandes quantidades.

“Estudos encontraram alguns tipos de comportamentos alimentares que se repetem nos bebês e logo nas primeiras vezes que se apresenta a comida já é possível notar as diferentes reações. Existem aqueles gulosos e ansiosos, que batem as mãos e mal têm paciência de esperar a próxima colherada, então é fácil de alimentá-los. Há os chamados procrastinadores, que não se interessam pela alimentação, adiam o momento da refeição, toleram bem a fome e qualquer outra atividade lhes parece mais interessante do que comer. Tem os muito agitados, que precisam ser acalmados antes que se ofereça o alimento e qualquer mudança na rotina significa um todo um processo de aprendizagem. E encontramos ainda bebês muito tranquilos, que se adaptam com facilidade a novas fases e não dão muito trabalho”, relata Rachel.

O importante é manter uma oferta de alimentos variados e saudáveis e monitorar o crescimento, junto ao pediatra ou nutricionista que acompanha o seu filho. Torne o momento da refeição o mais lúdico e interessante possível, sem ansiedades. Assim, a aceitação poderá acontecer de forma espontânea e o bebê conseguirá desenvolver uma boa relação com a comida, sem pressão. Independentemente do método, jamais force ou obrigue o seu filho a comer.

Não se abale diante de recusas, é uma fase de adaptação

As preferências e recusas estão relacionadas em geral a três questões: comportamento alimentar da criança, hábitos familiares e predisposição individual (geneticamente, o bebê é mais ou menos suscetível a algum gosto). Além disso, o paladar muda ao longo da vida, amadurece e passa por fases distintas. Você não deve insistir para que ele coma de maneira forçada. Porém, nunca deixe de apresentar um alimento várias vezes, em diferentes horários, formas variadas de textura ou mesmo volte a oferecê-lo passado algum período de tempo.

Durante os primeiros dois anos de vida, quanto mais vasto for o repertório que a criança conheceu, maiores são as chances de que ela consumirá um leque amplo de alimentos ao longo da vida e seja menos resistente quando estiver diante de algo novo. Também não se preocupe demais em relação às quantidades. Não existe um volume preestabelecido do que os bebês devem ingerir. Respeite os sinais de fome e saciedade do seu filho e responda atentamente a esses indícios.

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Como escolher o pediatra do seu bebê

O pediatra que cuidará do seu filho precisa estar totalmente alinhado aos conceitos que você pretende seguir em relação à criação. O ideal é que a decisão pelo médico aconteça ainda durante a gestação. “É possível pedir indicações para amigos e familiares. Sempre serão referências. Mas você tem de se orientar principalmente pelo seu estilo e o que acredita. Talvez não ache um profissional que se identifique logo na primeira tentativa. Por isso, é importante pensar sobre esse tema com certa antecedência”, aconselha a pediatra Kelly Oliveira, autora do blog Pediatra Descomplicada.

Quando iniciar a busca pelo pediatra: antes ou depois do nascimento?

Encontrar o pediatra antes do nascimento do bebê contribui para uma maior sensação de segurança para os pais, que já saberão a quem recorrer se tiverem qualquer dúvida em relação ao filho recém-nascido. “Em uma consulta prévia, ainda na gestação, o médico pode ajudar a preparar os pais para a chegada do bebê, explicar sobre os cuidados com o pequeno, orientar como proceder no momento do parto, falar a respeito de amamentação, puerpério ou qualquer outra questão”, diz Kelly.

Quais pontos colocar na balança

Nesse processo de escolha, o primeiro quesito a ser considerado é a empatia. Você precisa reconhecer afinidades com as linhas de conduta do profissional. Assim, sentirá mais confiança nas recomendações que ele fizer. “Claro que, diante de cada situação que acontecer com o seu bebê, você deve ter liberdade para perguntar e até mesmo discordar do pediatra. Procuro deixar sempre espaço para que os pais de bebês e crianças que atendo possam apresentar seus pontos de vista. O melhor é que a relação tenha abertura constante para o diálogo, é essencial haver uma troca”, acredita Kelly.

Além da empatia, outro aspecto relevante é certificar-se das competências do médico. Avalie o seu currículo, a sua formação, os locais em que trabalha e o tempo de experiência. Também não deixe de checar a disponibilidade dele. Pergunte sobre a facilidade em agendar consultas ou mesmo entrar em contato com o médico em caso de dúvidas ou alguma emergência. Muitos pediatras costumam fornecer o seu celular para que o localizem de forma mais rápida em casos de urgência ou para que se possa enviar mensagens se surgirem dúvidas importantes entre uma consulta e outra. Isso costuma tranquilizar especialmente pais de primeira viagem.

Faça uma lista com todos os itens que considera relevantes e coloque na balança o quanto cada coisa é importante para você nesse momento. Caso se identifique com o pediatra e ele atenda suas expetativas, porém não costuma divulgar seu celular, por exemplo, repense se isso é ou não fundamental para você e a sua família.

Na primeira consulta com o seu filho

Durante a primeira consulta com o recém-nascido, observe a interação do pediatra com o bebê e tente perceber se ele realmente está atento a tudo. Vale reparar ainda se o médico demonstra interesse não apenas pelo que se passa com o bebê como também por tudo que o rodeia. O melhor é que ele procure se inteirar sobre a evolução da amamentação, como os pais têm se saído nesse primeiro momento e como está a rede de apoio à mãe.

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